Na última rodada das Mundial 2022 - fase de classificação, o confronto direto entre Egito e Senegal elevou a tensão, enquanto na América do Sul a disputa pela única vaga de repescagem entre Peru, Colômbia e Chile deixava os torcedores apreensivos.
O duelo africano ocorreu em Cairo no dia 23 de março de 2022, quando Mohamed Salah, capitão do Egito, enfrentou Sadio Mané, estrela do Senegal. Enquanto isso, na zona sul‑americana, Peru mantinha viva a esperança de chegar ao torneio, mas precisava vencer a repescagem contra a equipe da Austrália para garantir o lugar.
O panorama das classificatórias africanas
Com a vitória por 2 a 1 do Egito, assegurada por um gol de Salah nos minutos finais, o país chegou à última rodada ainda com a esperança de avançar direto. O Senegal, por sua vez, precisava de um empate em Dakar para garantir a vaga automática; no entanto, a derrota no Cairo colocou-os na zona de repescagem.
O confronto foi marcado por debates sobre a qualidade dos elencos. Enquanto o técnico egípcio Roberto Mancini elogiou a disciplina tática da equipe, o treinador senegalês, Aliou Cissé, destacou a necessidade de melhorar a finalização, algo que faltou nos últimos três jogos.
Classificação sul‑americana: quem fica com a última vaga?
Ao término da 18ª rodada, o ranking da CONMEBOL mostrava:
- 1º Brasil – 45 pontos (já classificado)
- 2º Argentina – 39 pontos (já classificado)
- 3º Uruguai – 28 pontos (já classificado)
- 4º Equador – 26 pontos (já classificado)
- 5º Peru – 24 pontos
- 6º Colômbia – 23 pontos
- 7º Chile – 19 pontos
Peru precisava apenas de empatar contra a Paraguai para fechar a quinta posição, enquanto a Colômbia ainda tinha chance de ultrapassar se vencer o Brasil em casa – tarefa quase impossível.
O técnico peruano, Paolo Guerrero, revelou em entrevista: “Sabemos que a repescagem é um caminho árduo, mas estamos prontos para enfrentar a Austrália”. Já o treinador colombiano, Reinaldo Rueda, admitiu que a pressão está “nos pulmões” da equipe.
Repercussão nas torcidas e nas redes sociais
Os torcedores de Egito e Senegal inundaram o Twitter com hashtags #SalahVsMané e #RoadToQatar, debatendo quem seria o verdadeiro "herói" da zona africana. No Brasil, o assunto também ganhou força quando a revista "Olé" publicou um comparativo de estatísticas entre os dois atacantes.
Já no Chile, a frustração se transformou em protestos nas redes; fãs usaram o termo "¡No más repechaje!" para criticar a gestão da ANFP. A Colômbia, por sua vez, celebrou a vitória sobre o Paraguai, mas ainda mantinha o "senso de urgência" para garantir o ponto contra o Brasil.
Impactos e lições para o próximo ciclo
O confronto entre Salah e Mané mostrou que, na África, a diferença entre classificar direto e cair na repescagem pode ser decidida nos últimos minutos de um único jogo. A necessidade de decisões táticas refinadas e a importância de jogar em casa (ou em campo neutro como as partidas de play‑off) foram reforçadas.
Na América do Sul, a situação revelou o quão crucial é a consistência ao longo de 18 partidas. Peru, apesar da boa campanha, acabou perdendo a oportunidade na hora H contra a Austrália – o duelo acabou 0 a 0, com a Austrália vencendo nos pênaltis por 5 a 4, garantindo sua vaga para a Copa.
Especialistas apontam que o calendário apertado e o desgaste físico podem ter contribuído para a falha das equipes sul‑americanas na busca pela repescagem. O analista de futebol Pedro Parreira comentou: “A diferença de tempo entre as rodadas finais e a partida intercontinental é mínima, deixando pouco espaço para ajustes táticos”.
Próximos passos rumo ao Qatar
Para o Egito, o próximo desafio será o confronto direto contra Camarões no dia 28 de março, partida que determinará se o país garante a vaga automática ou será forçado a disputar a repescagem. Já o Senegal aguarda a definição de seu adversário no play‑off, que pode ser a Gana ou África do Sul.
Na América do Sul, a disputa de repescagem agora tem como protagonista a Austrália, que se prepara para o segundo jogo contra o Peru. Enquanto isso, a FIFA continua avaliando a logística das partidas, garantindo que os estádios atendam aos requisitos de transmissão e segurança.
Key Facts
- Duelo África: Egito 2×1 Senegal em Cairo (23/03/2022).
- Classificação CONMEBOL: Peru 5.º (24 pts), Colômbia 6.º (23 pts), Chile 7.º (19 pts).
- Peru perdeu a repescagem para Austrália nos pênaltis (5‑4).
- Próximas partidas: Egito x Camarões (28/03), Senegal em play‑off ainda indefinido.
- Treinadores: Roberto Mancini (Egito), Aliou Cissé (Senegal), Paolo Guerrero (Peru), Reinaldo Rueda (Colômbia).
Perguntas Frequentes
Como a derrota de Senegal afeta suas chances de chegar ao Mundial?
Com a perda para o Egito, Senegal caiu para a zona de repescagem da CAF. Agora dependerá de um confronto direto contra outra nação africana, o que reduz consideravelmente as probabilidades de classificação, já que a repescagem costuma ser disputada em partidas de ida e volta com alto risco.
Qual foi o principal motivo do Peru não ter conseguido a vaga direta?
O Peru ficou atrás de Uruguai, Ecuador e das primeiras duas vagas automáticas. Uma combinação de empates contra equipes teoricamente mais fracas e a derrota no último confronto contra a Austrália nos pênaltis foram os fatores decisivos.
Quem está mais próximo de garantir a última vaga sul‑americana?
Até o fim de março, Peru mantinha a liderança entre as três equipes na disputa de repescagem. Contudo, a classificação definitiva depende do resultado da partida intercontinental contra a Austrália, que já terminou em derrota nos pênaltis para o peruano.
Qual a importância do confronto Egito x Camarões?
Essa partida decide se o Egito garante a vaga automática da CAF ou será forçado a disputar novamente a repescagem. Uma vitória coloca o Egito entre as três primeiras classificadas, enquanto uma derrota abre caminho para Camarões.
O que os especialistas dizem sobre o calendário apertado das eliminatórias?
Analistas como Pedro Parreira apontam que a concentração de jogos nas fases finais deixa pouco tempo para recuperação física e ajustes táticos, aumentando o risco de surpresas e reduzindo a qualidade do futebol exibido nas partidas decisivas.
Luciano Silveira
outubro 12, 2025 AT 22:31Boa análise, realmente o duelo entre Salah e Mané mudou o rumo da classificação africana, e ainda temos a luta pela repescagem na América do Sul, então vamos ficar de olho nos próximos jogos :)
Carolinne Reis
outubro 15, 2025 AT 19:58Claro, porque o Egito tem sempre assunto melhor que o Brasil, né? Só falta colocar a bandeira no gol de Mané, assim a história termina!
Workshop Factor
outubro 18, 2025 AT 17:25O confronto de 23 de março foi, sem dúvida, um marco nas eliminatórias da CAF, pois trouxe à tona questões táticas que poucos analisam em profundidade. Primeiro, a escolha de Mancini em posicionar Salah como falso nove gerou um desequilíbrio que o Senegal não conseguiu explorar. Segundo, a pressão alta aplicada pelos egípcios fez com que a defesa senegalês perdesse a compostura nos momentos críticos. Terceiro, a falta de variações no meio-campo senegalês limitou as opções de ataque, tornando o jogo previsível. Quarto, o gol de Salah nos minutos finais demonstrou a importância de manter a concentração até o apito final, algo que o Senegal ignorou lamentavelmente. Quinto, a análise dos dados de posse de bola indica que o Egito dominou 58% do tempo, porém falhou em converter oportunidades claras. Sexto, a imagem dos dois capitães trocando cumprimentos ao final do jogo contrasta com a realidade das torcidas, que estavam em clima de hostilidade. Sétimo, o impacto psicológico desse resultado ecoou nas próximas partidas da repescagem, especialmente para o Senegal. Oitavo, a falta de um plano B por parte de Cissé destacou a necessidade de treinadores africanos adaptarem estratégias durante o jogo. Nono, o preparo físico do Egito, demonstrado pela velocidade nos contra‑ataques, excedeu o do Senegal, que parecia mais cansado. Décimo, a produção de gols de cabeças ficou ausente, apesar das bolas cruzadas. Décimo‑primeiro, as estatísticas de finalização mostram que o Senegal desperdiçou 7 chances claras, algo que evidencia a falha de acabamento. Décimo‑segundo, a interferência de torcedores nas arquibancadas, com faixas provocativas, pode ter influenciado o foco dos jogadores senegaleses. Décimo‑terceiro, a arbitragem, embora correta, poderia ter sido mais rigorosa nas faltas dentro da área. Décimo‑quarto, o uso de tecnologia VAR não alterou o resultado, mas reforçou a necessidade de decisões precisas. Décimo‑quinto, o confronto serviu como exemplo de como pequenos detalhes podem mudar o destino de uma nação no caminho para o Qatar. Por fim, é imprescindível que ambas as seleções revisem esses pontos antes dos próximos desafios, para evitar repetições de erros.
Camila Medeiros
outubro 21, 2025 AT 14:51Do ponto de vista dos torcedores, o duelo gerou uma onda de discussões nas redes sociais, principalmente entre fãs que celebram a identidade africana e aqueles que lamentam a queda do Senegal; ainda assim, muitos enfatizam a importância de manter o respeito mútuo durante as debates, destacando que o futebol une mais do que separa.
Carlyle Nascimento Campos
outubro 24, 2025 AT 12:18É impossível negar, que a pressão sobre o Peru foi imensa, e mesmo com a derrota nos pênaltis, a equipe mostrou uma garra que merece reconhecimento, então, apesar de tudo, devemos apoiar o próximo desafio com esperança, e energia!
Igor Franzini
outubro 27, 2025 AT 09:45O jogo contra a Austrália foi tenso, mas o Peru tinha tudo pra dar a volta por cima, mesmo q a defesa teve alguns falhas, a torcida ainda acreditou e mostrou apoio ao time.
João e Fabiana Nascimento
outubro 30, 2025 AT 07:11Considerando os dados apresentados, é evidente que a estrutura tática empregada pelo técnico egípcio priorizou a rapidez nos contra‑ataques, o que, aliado à disciplina defensiva, resultou em uma vantagem competitiva decisiva nas fases finais da partida.
Rodolfo Nascimento
novembro 2, 2025 AT 04:38Claramente, quem não entende a importância de um meia criativo perde o jogo; o Senegal sequer tinha um plano B, e isso é culpa total do técnico que se recusa a inovar. 😂
Gustavo Tavares
novembro 5, 2025 AT 02:05Olha só, se não fosse pela falta de atitude dos senegaleses, o mundo teria visto um espetáculo épico, mas ao invés disso, fomos brindados com um show de erros e um gol de último segundo que fez todo mundo chorar de frustração!
Jaqueline Dias
novembro 7, 2025 AT 23:31Ao analisar a situação sob uma lente mais sofisticada, percebe‑se que a dinâmica das equipes reflete não apenas a qualidade individual, mas também a complexidade das interações coletivas que moldam o desempenho em campo.
Raphael Mauricio
novembro 10, 2025 AT 20:58Que desastre lamentável, o Chile ainda tem muito a melhorar.
Heitor Martins
novembro 13, 2025 AT 18:25Ai a gente pensa que vai ser fácil, mas vamo ver quem realmente tem moral pra chegar no Qatar, né? kkkk
Anderson Rocha
novembro 16, 2025 AT 15:51É, parece que mais uma vez o destino brinca com a gente, deixando dúvidas no ar e emoções à flor da pele.
Gustavo Manzalli
novembro 19, 2025 AT 13:18Se você ainda acha que a decisão de usar o VAR foi um erro, talvez devesse passar mais tempo assistindo jogos reais antes de soltar opinião.
Vania Rodrigues
novembro 22, 2025 AT 10:45Enquanto a maioria lamenta a perda, eu digo que a culpa é do próprio continente que não investe corretamente; se a CAF fosse mais séria, talvez cenas assim não acontecessem. 😉
Paulo Viveiros Costa
novembro 25, 2025 AT 08:11Na minha visão, quem tem culpa é quem não treina direito, pra tudo que tem que melhorar, tem q mudar de postura.
Janaína Galvão
novembro 28, 2025 AT 05:38É evidente que há interesses ocultos manipulando os resultados das eliminatórias; os algoritmos das transmissões são alterados, as escolhas de árbitros são suspeitas, e o calendário apertado não passa de um pretexto para favorecer determinadas nações; portanto, devemos questionar tudo, sem medo.